O CERN explicou que, com um feixe de partículas a circular em cada sentido, só é possível conseguir uma intersecção em dois pontos do acelerador com 27 quilómetros de diâmetro, o que aconteceu 2ªF.
"Nas primeiras horas da tarde, os feixes cruzaram-se nos pontos 1 e 5, onde estão situados os detectores Atlas e CMS. Mais tarde, os feixes cruzaram-se nos pontos 2 e 8, onde estão (os outros dois detectores) Alice e LHCb", refere o comunicado.
"É um grande sucesso ter percorrido um caminho tão grande num espaço de tempo tão curto", afirmou o director-geral do CERN, Rolf Heuer, em referência ao Grande Colisor de Hadrões (LHC, na sua sigla em inglês), o maior acelerador do mundo que começou a funcionar na noite de sexta-feira, depois de 14 meses de reparações, na sequência de uma grave avaria.
"No entanto, devemos relativizar. Ainda nos falta muito caminho antes de podermos começar o programa de física do LHC", acrescentou.
"É uma notícia formidável, o princípio de uma era fantástica da física e, esperemos, de descobertas, depois de 20 anos de esforços da comunidade internacional para construir esta máquina e os seus detectores", afirmou Fabiola Gianotti, porta-voz do detector Atlas. (notícia da Lusa)

Figura – Grande acelerador de colisões do CERN. Reparem no tamanho do homem.
É um passo inicial em direcção à descoberta de como surgiu o Universo. Pesquisadores do CERN esperam que as experiências comecem a produzir as primeiras pistas sobre as origens do Universo nos próximos meses, quando o maior colisor de partículas do mundo operar à força total.
O disparo, executado na segunda-feira, aconteceu três dias depois da “Máquina do Big Bang”, ou Grande Colisor de Hadrões (LHC), ser novamente ligada, depois de ter sido paralisada por um acidente 14 meses atrás, apenas 10 dias depois de o ter sido pela primeira vez.
O físico Steve Myers afirmou à Reuters que os feixes de protões podem levar até 2011 a atingir a velocidade máxima neste acelerador que custou quase US$ 10 bilhões e que conta com a participação de cientistas de vários países. Portugueses também e não são poucos e em funções de responsabilidade.
O objectivo principal do centro de pesquisa do CERN é tentar descobrir como o Universo tomou a sua forma, depois que o Big Bang ocorreu há cerca de 13,7 bilhões de anos, espalhando matéria e energia a enormes velocidades e que acabaram transformando-se em estrelas, planetas e em nós mesmos.
O LHC operando à força total pode recriar as condições como as que existiram um bilionésimo de segundo depois do BB. Para isso os cientistas planejam agora aumentar a intensidade dos feixes de partículas e acelerar os raios mais ainda para que possam gerar dados de colisões suficientes que lhes permitam criar experiências com base nelas.





